Cultura em Macaé

Um Anjo da Guarda na ALERJ

Milena Kroll e Hemine Kroll

Ontem foi dia de Macaé receber, no Sindiserv, a Enfermeira Rejane, deputada estadual eleita pelo PCdoB. Ela pode ser considerada como um grande exemplo de atuação parlamentar. Representa a luta da categoria dos enfermeiros no Estado do Rio de Janeiro. Sempre que uma classe possui um legítimo representante no Poder Legislativo acaba conquistando vitórias históricas expressivas para todos os seus componentes.  

A enfermagem é uma arte, e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor. Essa frase de Florence Nightingale expressa bem a complexidade dessa profissão. Uma enfermeira é um verdadeiro anjo da guarda em nossas vidas.  

“Vim à Macaé para ver como andam processos jurídicos da enfermagem, incorporações, e a luta pelo fortalecimento da classe”, iniciou a Enfermeira Rejane.

“Ela é uma deputada aguerrida, corajosa, lutadora”, afirmou uma enfermeira presente ao evento.  

“Nossa luta contra decisões do atual prefeito de Macaé continua, mas temos que ter consciência que ele ainda tem mais 2 anos de mandato”. prosseguiu a deputada. “Os servidores municipais vêm sendo muito prejudicados em relação à carga horária de trabalho. Os salários não aumentaram junto com a jornada exigida”.

“O prefeito retirou as gratificações e inventou as faltas suspensas. Temos que lutar contra seus atos”, bradou Miriam, servidora pública e dirigente do PCdoB macaense.  

“Viajo o estado todo constantemente. Hoje, estou em Macaé e vou à Rio das Ostras. Me preocupo com a Enfermagem de uma forma global. Profissionais e estudantes devem se sentir assistidos. A qualificação é essencial. Estamos promovendo cursos de capacitação em todos os municípios do Rio de Janeiro. Sabemos que o conteúdo do Ensino Médio e, depois, das universidades, deixam a desejar. Muitos formandos entram no mercado de trabalho sem estagiar. Deveria ser obrigatório que eles estagiassem, por exemplo, em unidades psiquiátricas, ou numa clínica neonatal. Lutamos pelo projeto de capacitação do Coren (Conselho de Enfermagem).  

Já obtivemos conquistas significantes na ALERJ. Como a categoria da enfermagem é composta, na sua grande maioria, por mulheres, acabei me tornando uma grande defensora das causas femininas. Principalmente as negras.

Sempre tive o hábito de viajar. Nos últimos dias, isso se tornou mais difícil. A possível venda da CEDAE, e a prisão do presidente da ALERJ (Picciani), esquentaram o ambiente. Tenho sido obrigada a permanecer no Rio de Janeiro.

O prefeito de Macaé escolheu ser inimigo dos servidores. Ele deveria ser grato. Ele, como médico, teria que ter outra visão. Infelizmente, existem muitos empresários de jaleco branco que querem lucrar com laboratórios e aquisição de medicamentos. A impressão que fica é que ele quer privatizar a saúde. Parece que quer forçar a demissão do seu quadro concursado. Essa é uma política perversa. Ter o estado mínimo. Entregar a gestão da saúde para as Organizações Sociais. Para os empresários do setor. Isso é um golpe ilegítimo. Estarei sempre defendendo os trabalhadores”, prosseguiu Rejane.  

“Ele fechou uma unidade pediátrica só porque era perto da Unimed. Os servidores vêm se sentindo humilhados”, falou Miriam.

“Estou a disposição para enfrentar essa luta. Isso não é oportunismo. Sempre fiz isso. Visito unidades da saúde desde sempre.

Cumpro meu segundo mandato. A população deveria se preocupar em seguir seus representantes no dia-a-dia. O povo vê um posto de saúde funcionando e não imagina o que acontece lá dentro. Não dimensiona a falta de recursos existente. Se costuma ver a quantidade, não a qualidade. A gestão pública tem que ser estruturante. Os servidores têm que possuir um plano de cargos e salários que funcione.  

Queremos reorganizar o PCdoB em Macaé. O último presidente do partido foi para o governo. Não dá para servir Deus e o diabo ao mesmo tempo. Tem muita gente boa chegando. Pessoas de bem que querem atuar na militância. A Jandira (Feghali, deputada federal do PCdoB) sempre diz: Tenho lado!. Tem que ser assim.

Sou o único parlamentar que se auto-intitulou negro na hora do registro. A causa mexe comigo. Não tem negro na Lava-Jato. Ainda temos muito pouca representação. Vivemos num país que bate recordes em doença mental e anti-depressivos. Temos que lutar para melhorar esse quadro”.

Enfermeira Rejane

Deputada Estadual do Rio de Janeiro. Formada em Enfermagem pela Escola Ana Nery da UFRJ. Iniciou a atuação em defesa da categoria de enfermagem ainda na faculdade. Logo no início da vida profissional se engajou na luta sindical e assumiu a direção do SindenfRJ após o brutal assassinato da presidente Edma Valadão. Depois de 18 anos de luta pela moralização e democratização do sistema COFEN, em maio de 2008 foi indicada pelo Ministério Público Federal e pelo COFEN para conduzir um grupo de sete mulheres no difícil processo de intervenção federal no COREN/RJ, desempenhando essa tarefa com coragem e ousadia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

shop giay nuthoi trang f5Responsive WordPress Themenha cap 4 nong thongiay cao gotgiay nu 2015mau biet thu deptoc dephouse beautiful