Cultura em Macaé

A Vida Grita. E a Luta Continua

Milena Kroll e Hemine Kroll

 

“A nova escala de plantões para o pessoal da saúde trouxe enorme prejuízos para as diversas categorias. Tem servidor que está sendo obrigado a realizar 6 plantões no mesmo mês. A rotatividade prejudica a rotina de todos. Cada semana, o plantão cai num dia diferente. Ninguém consegue organizar sua vida pessoal e profissional. O pior é que essa resolução contraria uma lei municipal, idealizada pelo atual presidente da Câmara Municipal, Dr. Eduardo. A insatisfação com as atitudes do prefeito é total”.

Com essa fala, a servidora Miriam Seso abriu sua entrevista nas dependências do Sindiserv, expondo a grave crise que envolve os servidores municipais da saúde e o prefeito municipal, Dr. Aluizío. “Dr. Eduardo sempre defendeu os plantões fixos”.

“O pior é que a nova exigência só atinge os profissionais de nível médio. Recepcionistas, o pessoal da farmácia, os laboratórios, os técnicos. Médicos, assistentes sociais, enfermeiros e fisioterapeutas continuam com a regra anterior.

Estamos demonstrando resistência. Estamos sem gratificações. A atual administração pública está sendo uma maldição na vida do servidor. Se algum deles adoecer, perde muita coisa.

Eles ainda não atingiram os profissionais especializados porque são mais difíceis de serem repostos. A maioria dos auxiliares e dos técnicos são mulheres. Precisam do emprego para manter suas famílias. Fica mais difícil para elas enfrentarem a situação. Estamos buscando as vias judiciais para fazer valer a legislação municipal.

Os servidores estão sofrendo. A Silvinha estudava veterinária em Seropédica e enfartou, falecendo. A Laura saiu de Glicério sem condições, batendo na BR 101. Está internada. O quadro é muito grave. Todos estão trabalhando com a cabeça quente. Enquanto o enfermeiro tem um plantão fixo, o técnico de enfermagem cumpre um horário desumano. O clima entre eles fica tenso.

As aposentadorias estão sendo retardadas. Além disso, existe o assédio moral. Os servidores que se rebelam são transferidos para postinhos de saúde. Perdem a gratificação de urgência, emergência. Ficam sem produtividade. Sem falar no adicional noturno.

Todos sabem que a crise não chegou em Macaé. Só de royalties foram mais de R$ 56 milhões. Não houve deficit. Não há necessidade de tanta maldade com os servidores.

Faltam até copos d’água. Muitos acabam dormindo em colchonetes. A Guarda Municipal também está sofrendo.

A população custa a perceber. Só quando se fecha um posto de saúde, como em Glicério, é que o povo acorda. Ficamos sem ambulância, sem dentista, e ninguém falava nada.

Chegar no HPM à noite é um problema. Existe o problema do transporte, sem falar na violência. Existe um desmonte do estado, patrocinado pelo MDB. Temos um grupo de trabalho aqui no Sindiserv. Vamos dar todo suporte jurídico. Queremos despachar com o juiz responsável. O Conselhor Municipal de Saúde também será acionado”.

 

 

 

 

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