Cultura em Macaé

Homem de Verdade é Quem Assume Responsabilidades

Milena Kroll

 

Na manhã dessa terça-feira, visitamos a Escola Municipal Maria Letícia, no Novo Cavaleiros, que recebia a apresentação da peça ‘Papo Reto’, produzida pelo grupo Comedi, de São Paulo, que falaria sobre gravidez na adolescência, sexo sem camisinha, auto-medicamento, entre outros temas recorrentes. O resultado superou todas as expectativas.

Na peça, Luis Sérgio Borges (21) interpreta o galã irresponsável ‘Love’ (que arranca suspiros e gritos histéricos das menininhas presentes). Ele quer comer todo mundo, mas não deseja assumir as consequências dos seus atos. Pensa que utilizar camisinha é ‘chupar bala com papel’, e que se a menina engravidar é problema dela, que não se cuidou.

João Mesquita (24) interpreta o Fiu, o contraponto. O virgem. O menino que é apaixonado pela menina que engravida do Love, e assume o filho do amigo. Ele tenta orientar o amigo e sofre bullying durante a adolescência.

“Meu papel é bem legal. Ele choca mesmo. Leva as pessoas à reflexão. Os jovens descobrem que não vale a pena ser inconsequente. O arrependimento é inevitável”, declarou Sérgio Luz, após a peça.

“O Fiu quebra um preconceito, um paradigma. Derrota o bullying. É um vencedor na vida. Ele é homem por inteiro”, falou João Mesquita.

A vida imitando a arte

“Confesso que passou um filme na minha cabeça. Aos 24 anos, assumi uma pessoa grávida de outro homem. E isso nos anos 80”, testemunhou Guilherme Kroll, editor-chefe do Portal Cultura em Macaé.

“Homem de verdade é quem assume responsabilidades”.

Só que a peça não é piegas, nem para por aí. A verdade tem que ser ensinada para os jovens.

“Eu era virgem, e fui pai. Gastei salários inteiros com fraldas, mas faria tudo de novo”, falou Fiu, que assumiu o filho do Love porque amava a mãe da criança e não aceitava a situação de abandono que ela se encontrava. Só que nem sempre é assim. Normalmente, sobra para a avó materna.

“Outra situação em que a peça acertou em cheio foi no ato final. O tempo passou, e eles projetaram a vida anos depois. O casamento do Fiu não durou. Assim como o meu. Não somos deuses. E não éramos os pais de verdade. Nem maduros o suficiente para aquela situação. Fica a gratidão, a amizade e o reconhecimento. O amor nunca existiu. Perfeito”, finalizou Kroll.

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.

Alunos mais do que especiais

Camila Guedes: “Adorei. Já tinha esse posicionamento. Reforçou bastante. Foi importante para as meninas da escola que namoram”.

Paulo Guilherme, que também é do Vasco-Macaé: “Já transei sem camisinha, mas não transo mais. Foi um ótimo aviso. Eu também assumiria uma menina grávida de outro, se estivesse apaixonado”

 

 

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