Cultura em Macaé

A Utopia do saiboT

Guilherme Kroll

Minha volta ao Utopias foi triunfal. Numa ‘Terça-Feira Autoral’, capitaneada pelos entusiasmados Mônica Braga e Marcelo Atahualpa, e com uma alteração de última hora (Mestre Nélson substituiu o insubstituível Jorge Benzê), recebi todo carinho e energia que um pobre mortal muito inteligente pode receber.

O grande brilho da noite ficou com a presença marcante de saiboT, o rapper. Filho do jornalista, radialista, e acima de tudo, boa praça, Sílvio Campos, Silvio C. Tobias Filho, o saiboT (é assim mesmo que se escreve), é produtor musical, videomaker e MC de rap. Sempre ao lado da sua incrível esposa, Gabriele Incoveniente (essa é uma história que contaremos em outra matéria), mestre de cerimônias do Rap da Ponte. SaiboT deu uma demonstração de enorme domínio cênico e um talento extraordinário. “Tenho formação em automação industrial. Sou piloto ROV. Sou bom em robótica. Trabalhei muito anos na melhor Off Shore do Brasil, mas não nasci para isso. Não aguento essa vida embarcada. Pedi demissão sumária. Passei a viver do rap. Vendo meus cd’s”.

“Montei uma gravadora em Macaé (Terror do Interior). Meu pai me ajuda com o estúdio. Queremos levar o rap do interior para a capital. Dez rappers estão atualmente comigo. Produzo a carreira deles.

Tenho feito shows aqui e no Rio, com muita frequência. Faço rap há 10 anos. Tenho apoiadores super importantes. O Atelier Culturap me veste. O Restaurante La Caiena, que é delivery, me apoia demais. A CTI dos Computadores mantém nossos equipamentos em perfeito funcionamento. Tenho que enaltecer essas ajudas”, finalizou saiboT.

So sei que utopia se define como lugar ou estado ideal, de completa felicidade e harmonia entre os indivíduos.

Ontem, vivi uma noite utópica. Fernando Pessoa presente em versos abundantes. Vinícius presente no violão do Mestre Nélson. Mônica poeta declamando “que se foda as entrelinhas”. Meu vizinho de Village do Horto, Glauter, descobrindo que o paraíso é aqui. O performático Anísio Agular, com entradas camufladamente agressivas, realizando um workshop de falação poética. Silvinho saiboT dedicando seu sucesso ao seu querido professor de teatro Marcelo Atahualpa. Um vinho chileno, agora com preço justo. Um sanduíche de costela que ‘como assim?’ não poderia acabar. Minha filha Milena e meu genro Rodrigo chegando no fim, mas ainda a tempo de me salvar.

Um comentário

  1. Camile

    5 de setembro de 2018 at 15:38

    Só gente muito boa mas fotos! Estou doida pra prestigiar meus queridos Marcelo e Mônica nas terças autorais!

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