Cultura em Macaé

Um Furacão Descalço

Milena Kroll

“Lugar de mulher é onde ela quiser”. Foi assim que o furacão Andréia Martins abriu o show ‘Eu & Elas’ no palco do Teatro Sesi Macaé, sábado passado. Digo então: “Lugar de Furacão é nos melhores palcos do Brasil”.

O Sistema Firjan tem um programa que leva grandes artistas a se apresentar em todo Estado do Rio de Janeiro. O que estão esperando para incluir o show produzido pelo mago Robson Farah nesse circuito?

“O espetáculo está pronto para viajar”, afirmou o mago.

Enquanto isso não acontece, outro circuito está pronto para ser consagrado. “A Andréia vai explodir a Toca do Babau. Não sossego enquanto isso não acontecer”, afirmou Babau, encantado com o show. “Vamos nos reunir e fazer acontecer”, emendou Farah. “Não abro mão de fazer a divulgação”, se intrometeu Guilherme Kroll, editor-chefe do Portal Cultura em Macaé, que cobriu o show no Sesi.

“Conheci a Andréia na Secretaria de Educação. Ela foi interventora no colégio do meu filho. Mesmo lá, reconheci uma grande artista. Quando soube que estava estudando canto na escola do Robson Farah, me interessei. Quando a vi cantar pela primeira vez, coloquei o apelido de ‘Furacão’.

Uma vez, na Devassa, vi um show da ‘Furacão’ sentada num banquinho. Odiei. Disse para ela que não queria ver isso. A Andréia pede espaço. A potência da sua voz é semelhante a das grandes divas da nossa música. Sua presença é proporcional. Ela é deliciosa, mas não tem nada de delicada. É nitroglicerina pura. Não pode ser domada. O Farah sabe disso.

“Ela encarnou Elza Soares, Maria Bethânia, Simone, Beth Carvalho, Clara Nunes, Rita Lee, Marisa Monte, entre outras. Arrepiou geral. O que mais me encantou é que ela estava com figurinos divinos, mas descalça. Tem que ser craque para fazer isso. A energia vem do chão”, prosseguiu Kroll.

Ricardo Badaró também se apresentou ao lado da Andréia no show. “Ele é meu preparador de voz. Devo muito a ele”, disse a cantora que passa enorme empoderamento no palco.

Um dos clímax do show foi a apresentação de ‘Como nossos pais”, de Elis Regina, que Andréia apresentou com Robson Farah. O mago teve problemas com seu instrumento e teve a oportunidade de demonstrar toda sua categoria e competência como músico. O resultado final levantou o grande público. A força visceral da dupla supera qualquer nível de dificuldades.

Andréia estava muito a vontade no seu habitat. “Hoje estou de diva, mas vou batucar”, disse antes de assumir um instrumento de percussão. ‘É uma honra estar num palco aonde já se apresentaram grandes artistas. Nesse mês mesmo, já subiu Ivan Lins”.

Outro ponto alto foi a gostosa apresentação da bailarina Renata Farah, que envolveu Andréia enquanto interpretava Nana Caymmi. Sensual e delicada, compôs um cenário de rara beleza.

A homenagem para Amanda Amado, que está em turnê pelo Rio Grande do Sul, foi muita merecida. No meio de tantas divas, nada melhor do que lembrar de uma macaense. Amanda e Andréia vão marcar a história da nossa música.

“Tivemos um sábado com agenda de time grande. Pela manhã, cobrimos o Festival Guerreirinhos, na franquia de futebol do Flu Macaé. Ao mesmo tempo, filmamos um jogo do CFE no Estádio Expedicionário. Mais tarde, 2 grandes shows: Andréia Martins, no Sesi Macaé, e Rander Mansur, na Sync. Tudo terminou por volta das 4 da manhã. Ainda bem que mudamos nossa alimentação. A Hinode lançou, recentemente, as cápsulas de café verde. Elas estão me devolvendo minha energia vital. Tomo 4 por dia. A preguiça me abandonou”, finalizou Kroll.

 

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