Cultura em Macaé

Dose Sétupla

Terça-feira é dia de Dose Dupla no Papo Furado, na entrada do Shopping Plaza Macaé. Ontem não foi diferente. Dose em dobro de cervejas, de chopp zero grau e de cantores sensacionais no palco mágico da casa.

O artista anunciado foi o Hiata, líder da eclética Banda Black Doze, que conduz os candidatos do Papo Fest (o The Voice Macaense), e um cantor com raro talento. Estou numa imersão do músico Mário Siqueira, o Marinho, considerando o show do Rander Mansur, sábado na Sync; do ensaio do Papo Fest, na segunda, e já contando o próprio festival, hoje no Papo Furado. Ainda bem que essa overdose não mata de verdade. Só mata de emoção. Ontem, mais um show de competência acompanhando 2 craques.

Sim, 2 craques. No meio do seu desfile, o Hiata passou a bola para seu amigo Gabriel Renaud. Fiquei pasmo. Perguntei para ele aonde se escondia. “Fui profissional, mas parei. Me mudei para os Estados Unidos e não cantei mais. Estou em Macaé mas em novembro volto para lá”.

Só sei que o Brasil é um liquidificador racial. Consequentemente, temos um arsenal de talentos. Pena que a maioria não se revela. As leis de incentivo só são utilizadas para os grandes shows. Está tudo errado. Renúncia fiscal é para fomento, não para patrocínios. Precisamos de mais palcos. De mais visibilidade. Mais oportunidades.

Enquanto isso não muda, sigo curtindo o Papo Furado. Pelo menos lá tem Dose Dupla. Péra lá! Tem show de segunda a segunda. Todos com muita qualidade. Então não é dose dupla, é dose sétupla.

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