Cultura em Macaé

Não Deixe o Tango Morrer

A próxima quarta-feira promete. Acontecerá a primeira dupla eliminatória do Papo Fest. No final desse round, apenas 24 competidores sobreviverão. Ontem foi o ensaio geral do primeiro grupo (aquele que nasceu com um candidato a menos). Tem gente que o chama de grupo 4. Prefiro denominar grupo 1, ou grupo dourado (afinal de contas, ele vale ouro). Podem chamar da cor que quiserem. Só não pode cor-de-burro-quando-foge. Nele ninguém fugiu.

Tenho manifestado que as noites de segunda-feira são as minhas prediletas. Ver tanta gente talentosa passando música com a Banda Black Doze não tem preço. O Mário Siqueira sempre acaba acertando o ritmo dos artistas. O Daniel, com suas caretas, desfila competência na bateria. O Hiata é o Hiata. O Zanzo… não gosta de ser chamado de Zanzo. E o teclado é a cereja do bolo. Ontem, a caixa acústica estava virada para o público. Poderiam ter cobrado couvert artístico.

Anotem aí. O grupo anterior apresentou um furacão. Esse vai mostrar um coletivo de furacões. Ciclones, furacões, tufões e muito mais. O Mago Robson Farah deveria oferecer bolsas de estudo na Farah Cultural. Teríamos, em breve, a Hurricane Family.

A poule da Cida Garcia anda devolvendo o dinheiro. Muita gente já está apostando nela como grande vencedora do nosso The Voice Macaense. Amanhã, ela encarna Elba Ramalho.

Rodrigo incorpora Xororó e eleva com Nuvem de Lágrimas, uma das minhas canções mais emblemáticas. Certa vez, quando dirigia um dos melhores times de basquete do Brasil, prometi que se derrotasse a famosa Franca, cantaria Nuvem de Lágrimas num karaokê. Venci por um ponto de diferença. Tive que pagar a promessa na frente de cidade inteira (Jales, SP). Imaginem o mico… mas não fugi da raia. Haja whiskie.

O tufão Luciano Eddy vem de José Neto e Cristiano. Demais!

A ciclone Thuany, simplesmente, interpreta Sarará Crioulo, da minha amiga Sandra de Sá. É uma das músicas mais adequadas para cantar nas escolas na luta contra o racismo. Vinner, com sua categoria internacional, canta em inglês com ótima dicção e interpretação. O Alexandre assume Belo com extrema competência.

Val e Messias, os xodós do Papo Fest, deixei para o final dessa crônica. Ela passou muito dias na Argentina. Retornou anteontem. Visitou as principais casas de tango de Buenos Aires e Mendoza. Vai cantar ‘Não Deixe o Samba Morrer’, da Alcione. Pensei que cantaria ‘Não Deixe o Tango Morrer’, ou algo de Gardel. “Para cantar tango, preciso de mais tempo e preparo. O ritmo é diferente”, falou Val.

Surpreendentemente, quem falou castelhano foi o Messias. Ele ensaiou ‘Coração Partido’, do Alejandro Sanz. ‘Y quién me va a entregar sus emociones? Quién me va a pedir que nunca le abandone? ‘. Não resisti e perguntei a razão da escolha da música. Ele não titubeou: “É em homenagem à Val”. Não sei não, isso ainda vai acabar em muitos alfajores e dulces de leche.

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