Cultura em Macaé

Quebrador de Paradigmas

Driele Rosa

A Kroll Consultoria Mídia Digital está lançando, hoje, o dvd da noite de ontem do Papo Fest 2018. Simplesmente imperdível. Coisa para colecionadores…

Perdeu quem não foi.

“Minha intensidade de vida é alucinante, mas me lembro de poucas noites iguais a de ontem”, exclamou Guilherme Kroll, apresentador oficial do Papo Fest. “O sorteio reuniu cantores de enorme potencial vocal. Foram estilos variados, desafiadores, que encantaram o enorme público que lotou o Papo Furado. Peço perdão para a Devassa, patrocinadora oficial do evento, mas ontem fui de Santa Helena. Com tanta magia, só um cabernet sauvignon.

Afirmo, desde a primeira rodada, que a escolha da música decidirá o campeão da competição.

Ontem, a Sandra Cesário (responsável pelo corpo de jurados) acertou em cheio, mais uma vez. Meu receio era que terminássemos a noite com todos os candidatos empatados com notas máximas. Só tinha craque. O time composto por Robson Farah, Lee, Kemilly Cardoso e a própria Sandra, utilizou frações decimais para determinar as colocações. Acho que teve raíz quadrada, equação de segundo grau, números complexos…

O diferencial entre eles acabou sendo a complexidade das músicas. Complexo isso…

A grande atração da noite terminou em quarto lugar. A deusa ébano Cida Garcia optou por realizar uma performance divina no palco. Trouxe ‘O Amor e o Poder’, da Rosana, seduziu a casa, bambeou as pernas do Hiata, soltou a voz, mas disperdiçou alguns décimos decisivos pela breguice da música. Confesso que queria algo brega assim lá em casa. Só digo uma coisa: aguardem ela no próximo confronto. Nem as paredes das empresas do polo off shore sobreviverão.

Roberta Santana trouxe uma música campeã. Música ideal para festivais. Conquistou o segundo lugar. E a admiração de todos. Aliás, Roberta, pára de chegar em cima da hora, menina! Você quer matar a gente do coração? Sem falar que penso ser necessário um pouco de preparação antes da sua performance.

Apresentou ‘Zumbi’, do Jorge Ben (não consigo chamar meu padrinho no Flamengo por outro nome), e tornou inesquecível uma música que poucos conheciam. Que letra difícil, longa e maravilhosa…

O craque Ed acertou no arranjo que pediu para a Black Doze desenvolver para ‘Força Estranha’, do Caetano. O PhD Robson Farah nos ensinou que essa música foi composta para o Roberto Carlos… e que não tinha o ‘no ar’. O Rei incluiu para ser politicamente correto. Papo Fest também é cultura. Ed finalizou num excelente quinto lugar.

No nosso grupo de zap, o Ed confessou que está, até agora, aplaudindo a Roberta pela escolha de ‘Zumbi’. Que tempos racistas estão se aproximando. Não concordo com esse motivo de jeito nenhum. Acabamos de eleger o deputado negro mais votado da história no Rio e não embarco em marketing político de véspera de eleições. Só sei que ontem, dos 5 primeiros colocados, 4 eram negros. Péra aí! a Lílian é o que? Ela tem o cabelo vermelho. Penso que somos todos iguais.

Aliás, no júri só tinha loiras… Péra aí! O Robson Farah é careca… melhor mudar de assunto. Sou parceiro para todos os momentos e luto por direitos iguais. Mas sou gordo e careca. E não quero ser tratado diferente por isso.

Por falar em deus ébano… o Henry já vinha sacudindo o Papo Furado e a Cidade Universitária. Ontem, os corpos do IML também se mexeram. Foi o grande campeão da noite com ‘When I Was Your Man’, do Bruno Mars. Péra ai! na rodada passada, um candidato foi eliminado porque perdeu alguns décimos ao decidir tocar um instrumento durante sua apresentação. Travou um pouquinho… aí veio o Henry, tocou tudo que quis tocar, e venceu a noite.

Muitos afirmam que cantar internacional pode prejudicar os candidatos no quesito dicção. Aí vem o Henry é leva nota máxima cantando o dificílimo Bruno Mars. O Henry é um demolidor de paradigmas.

A Lílian Vieira é outro capítulo a parte. Avisei que a combinação Lupicínio Rodrigues + Lílian Vieira seria letal. Tá certo que o Henry fez os corpos do IML dançarem. Mas a Lílian aumentou a quantidade de dançarinos.

Teve um super expert de música que me disse, após o término do evento, que a apresentação da Lílian foi perfeita, tecnicamente falando. Que ela acertou todos os enormes desafios da música. Humildemente, concordo plenamente. Ela terminou no pódio, em terceiro lugar, mas com status de campeã, assim como a Cida. Aguardem elas daqui a 15 dias…

Logo em seguida, veio a turma do Djavan.

Os musos Aldo Lopes e Rodrigo Victor foram demais. Péra aí! o Aldo também é muso? não sei não, mas cantando ele é. Sua interpretação de ‘Sorri’, versão Chitãozinho e Xororó, foi inesquecível. E olha que, dessa vez, sua família de craques não ajudou.

O Rodrigo provocou uma pergunta interessante do Lee (jurado). “Você está acostumado a cantar esse música, não é?”. A verdade é que ele estava soltinho na interpretação. Nervosismo zero. Coisa de craque. Meu representante em ‘Nuvem de Lágrimas’ arrebentou mais uma vez.

O internacional Vinner Stultz trouxe “a melhor banda do Brasil”, o Raça Negra. Quando vi o roteiro, li Gigantes do Samba. Costumo chamar o Robson Farah de PhD da música. Então, o Aldo Lopes é universitário. Do último período.

Ele me explicou que Gigantes do Samba é a junção do Raça Negra com o Só Pra Contrariar. Entendi. Só não entendi porque o Vinner cantou com os olhos fechados. Os jurados não gostam. Ele terminou em oitavo lugar e poderá abrir os olhos daqui a 15 dias. Seu talento é incrível.

Em nono lugar, sobrevivendo, a Rainha da Simpatia, Márcia Cristina, ou Márcia Marrom. Seu pai assistiu sua apresentação ao meu lado e vibrou bastante. O sujeito que sabe fazer filho craque!

A irmã do super humorista Marcelo Marrom acertou na música. Lancei o desafio de que ninguém conseguiria falar ‘Asa Morena’ sem sentir vontade de cantar. Nem os jurados conseguiram. Só sei que todos aliviaram a dor que mata, aplaudiram a Márcia, e garantiram sua presença no próximo round.

Em décimo lugar… e classificado para a próxima rodada, Jowilson Simonal… ou Joed Mota. Nosso Total Flex. O artista que cria. Ele barbarizou ao aceitar trocar com a doce Michelle e vir para o ‘Grupo da Morte’. Acabou matando de emoção o Claudinho Midão, o filho da Beth, que ostentava o sapato mais bonito da noite. Coisa de gaúcho.Trazer o suingue do Wilson Simonal, nessa semana, foi coisa de craque.

Os dois eliminados da noite irão fazer muita falta. Nosso xodó, Messias José, parente de, aproximadamente, 50% de Macaé, sambou muito melhor do que o Rubinho Barrichelo, enfrentou o desafio de interpretar Chico Buarque, proporcionou à milongueira Val um show de passista, mas não passou com ‘Vai Passar’, apesar de colher aplausos até do corpo de jurados.

O furacão Adilson Libarino seguiu impressionando a todos com sua potência vocal. O Lee chegou a aconselhá-lo a diminuir um pouco. Imagina um show do Adilson com ele soltando todo seu vozeirão o tempo todo. Ou acaba a garganta, ou acaba a cerveja. Quero ver o Adilson, treinado pelo Robson Farah, interpretando Bruno e Marrone. Esse show será no Maracanãzinho… ou na Apoteose. Vi algo parecido quando conheci a Andréa Martins. Hoje ela é capa da Divercidades. Ontem, ele trouxe ‘Cheiro de Shampoo’, do Christian & Ralf, soltou a voz, mas cometeu alguns erros fatais. A apoteose ficou adiada para quando estiver sendo treinado pelo Domador de Furacões.

Para aguentar tanta emoção, só degustando um Santa Helena

 

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